Modelagem matemática para descrever a influência da vegetação no microclima local amazônico

Carlos F. L. dos Santos, Fernando L. P. dos Santos

Resumo


A Amazônia brasileira tem aproximadamente 5,5 milhões de km2 de floresta e vem  sendo desmatada por inúmeras razões, como aumento da área de pastagens, agricultura, construção de usinas hidrelétricas, dentre outras. O desmatamento afeta diretamente o microclima local e o  convívio das populações ecológicas, colocando várias espécies em sérios riscos de extinção. Diante  disso, faz-se necessários propor estratégias de recuperação das áreas degradadas. Nosso objetivo  é propor um modelo matemático que descreva a recuperação da área desmatada e sua influência  no microclima local. O modelo matemático é composto de um sistema não-linear de Equações  Diferenciais Parciais (EDPS). O sistema considera fenômenos de dispersão populacional, dinâmicas  vitais do tipo Verhulst e competições inter e intraespecíficas, descritas pela clássica modelagem do  tipo Lotka-Volterra não- linear, combinado às EDPS de difusão-advecção. Os resultados numéricos,  obtidos via discretização do sistema pela técnica de diferenças finitas, mostraram-se de acordo com  os fenômenos considerados pelo modelo, evidenciando que as competições inter e intraespecíficas definiram a nova paisagem ecológica local, que as mudanças no uso da terra interferem diretamente no  comportamento padrão do microclima local e que, portanto, as florestas tropicais são fundamentais  à manutenção da estabilidade climática local.  


Palavras-chave


Competições entre Espécies; Difusão-Advecção; Simulação Computacional

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DOI: https://doi.org/10.5540/03.2021.008.01.0439

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