Espaço Zip Shift e Partição Topológica
Resumo
No estudo de sistemas dinâmicos, as partições topológicas e as partições de Markov são ferramentas fundamentais para codificar comportamentos complexos em sequências simbólicas, possibilitando uma análise mais profunda de dinâmicas caóticas. Uma partição topológica divide o espaço de fases em regiões disjuntas associadas a símbolos, e a evolução do sistema gera uma sequência simbólica que traduz a dinâmica contínua em uma dinâmica simbólica.
A conjugação e a semi-conjugação topológicas obtidas por meio dessas partições não apenas simplificam a análise qualitativa dos sistemas dinâmicos, mas também servem de base para o formalismo termodinâmico – inspirado na mecânica estatística – no qual são estudadas quantidades como entropia topológica, pressão topológica e estados de equilíbrio, a partir da codificação simbólica [2].
Para sistemas inversíveis, como difeomorfismos hiperbólicos, partições topológicas e de Markov foram desenvolvidas a partir dos anos 1960, com contribuições de Smale, Sinai, Bowen, Adler, Shub, Fathi, entre outros [1]. No entanto, extensões semelhantes desses métodos para dinâmicas não inversíveis ainda são escassas na literatura.
Com base no trabalho de Lamei et al. [3], que introduziu uma nova dinâmica simbólica para sistemas não inversíveis, este trabalho propõe uma partição topológica estendida, fundamentada na codificação zip shift, permitindo a análise simbólica de mapas n-por-1 não inversíveis. [...]
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Referências
R. L. Adler. “Symbolic Dynamics and Markov Partition”. Em: Bulletin (New Series) of the American Mathematical Society Vol 35, N 1 (1998), pp. 1–56. doi: 10.1090/S0273-0979-98-00737-X.
R. Bowen. “Some systems with unique equilibrium states”. Em: Mathematical Systems Theory Vol 8 (1974), pp. 193–202. doi: 10.1007/BF01762666.
S. Lamei e P. Mehdipour. “Zip shift spaces”. Em: submitted (2021), pp. 1–28. doi: 10.48550/arXiv.2502.11272.