Avaliação de Comportamento de Animais Submetidos ao Ambiente Hiperbárico para Modelagem e Controle de Feridas Cutâneas

Scheila Cristiane Angnes Willers, Marnei Zorzella, Janine da Rosa Albarello, Bruna Portolan Amaral, Daniel Curvello de Mendonça Müller

Resumo


 A oxigênioterapia hiperbárica é uma modalidade terapêutica que consiste na administração de oxigênio puro (100%), por via respiratória, a um indivíduo que é colocado em uma câmara hiperbárica. Reproduz um ambiente pressurizado a níveis acima da pressão atmosférica, habitualmente entre 2 a 3 atmosferas. A lesão também chamada de ferida é uma agressão aos tecidos vivos, como a pele, que causa uma ruptura de sua continuidade anatômica ou funcional. Algumas lesões não se regeneram espontaneamente, não respondem de forma satisfatória aos cuidados convencionais como os curativos, sendo necessária a utilização de outras formas de tratamento. A oxigênioterapia hiperbárica possui sua aplicabilidade e indicação asseguradas cientificamente para várias doenças, mas existe vasto campo da área médica no qual sua eficácia é desconhecida, sendo necessários adicionais estudos experimentais e clínicos (MAAFFEI, 2003). Este estudo verificou a utilização de oxigenoterapia como tratamento de feridas cutâneas. Através da obtenção de imagens e o uso da matemática computacional as feridas foram analisadas e caracterizadas. Para tanto, foram utilizados 12 ratos winstar (Rattus norvegicus) que foram divididos em dois grupos de 6 ratos. O primeiro grupo recebia tratamento com solução fisiológica e o segundo grupo além da solução fisiológica, o tratamento com oxigênio. A câmara utilizada no desenvolvimento da pesquisa foi construída no hospital veterinário da UNIJUI. Sendo assim foi necessário também testar a resistência da câmara hiperbárica sob diferentes valores de pressão atmosférica e em seguida analisar o comportamento dos animais submetidos à câmara. Para dar inicio as atividades práticas do experimento, realizou-se procedimento cirúrgico para induzir uma lesão de pele com área de uma moeda de dez centavos. Para tanto os animais passavam por procedimento anestésico, após o procedimento cirúrgico os animais permaneciam sobre uma mesa no bloco em observação até que começassem a demonstrar sinais de recuperação anestésica e então eram transferidos para as gaiolas e levados para a sala manutenção pós-operatória. O projeto foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisas com animais. Os tratamentos propostos eram realizados diariamente. No grupo da oxigênioterapia hipersaturada, as lesões eram limpas com solução fisiológica e gaze, e após, eram colocados na câmara de hiperoxigenação onde permaneciam durante 30 minutos, uma vez ao dia. Esse procedimento foi realizado durante vinte e um dias e as avaliações fotográficas eram realizadas a cada 7 dias. Após ter obtido todas as fotos necessárias, as áreas das feridas foram determinadas através de matemática computacional (software Matlab), para que então com os valores das áreas, fossem realizadas as análises estatísticas. Através da aquisição das imagens, obteve-se imagens digitais da área das lesões, fotografadas com uma câmera digital semiprofissional (Nikon D3100), com resolução fina de 1280 x 960 pixels, sob luz fluorescente. As imagens foram obtidas sempre da mesma distância e aproximação de zoom, sendo salvas na extensão JPEG. Dessa forma foi possível comparar os animais entre si, obtendo boa qualidade de imagem.  Para encontrar a área das lesões foram utilizados os contornos das lesões e em seguida foi realizado o ajuste  pela equação da elipse fazendo uso do método dos mínimos quadrados: [...]


Palavras-chave


Modelagem Matemática, Oxigênioterapia, Feridas.

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DOI: https://doi.org/10.5540/03.2015.003.01.0339

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