Número Cromático Antimágico Local de Duplas Vassouras com Diâmetro no Máximo 4
Abstract
Seja G = (V, E) um grafo conexo simples e f : E → {1, 2, . . . , |E|} uma bijeção. Para cada v ∈ V, o peso de v é dado por f+(v) = ∑e∈E(v) f(e), onde E(v) denota o conjunto das arestas incidentes em v. Quando f+(v) ≠ f+(u) para todo par de vértices distintos v, u ∈ V, a bijeção f é denominada rotulação antimágica de G. Se uma tal rotulação existir, G é dito grafo antimágico. Em 1990, Hartsfield e Ringel [3] introduziram o conceito de rotulação antimágica de um grafo e conjecturaram que todo grafo conexo, com exceção do grafo completo K2, é um grafo antimágico. Desde então, a conjectura tem recebido muita atenção, e foi provada para várias famílias especiais de grafos. Entretanto, a conjectura ainda não foi resolvida, mesmo para algumas famílias de grafos particularmente simples, como árvores. Em 2017, Aramugan et al. [1] introduziram o conceito de rotulação antimágica local de um grafo G como uma versão local do conceito de rotulação antimágica de Hartsfield e Ringel, para o caso em que f+(v) ≠ f+(u) para cada par de vértices adjacentes em G. Um grafo que admite tal rotulação é chamado grafo antimágico local. Ambos os grupos conjecturaram que todo grafo conexo, exceto K2, é um grafo antimágico local. Tal conjectura foi provada, em 2018, por Haslegrave [4] usando métodos probabilísticos. Qualquer rotulação antimágica local induz uma rotulação própria dos vértices de G onde o peso do vértice f+(u) é o rótulo de u. Esse fato conduz naturalmente ao conceito de número cromático antimágico local, introduzido em [1]. O número cromático antimágico local, χla(G), é definido como o número mínimo de rótulos obtidos entre todas as rotulações de vértices induzidas por rotulações antimágicas locais de G. Seja T uma árvore de ordem n ≥ 3 com ℓ folhas. Os autores em [1] mostraram que ℓ + 1 ≤ χla(T). Além disso, foi conjecturado em [2] que, para qualquer árvore T com ℓ folhas, vale χla(T) ∈ {ℓ + 1, ℓ + 2}. Motivados por essa conjectura, investigamos o problema em uma família específica de árvores, as duplas vassouras. Essa família combina simplicidade estrutural com uma assimetria controlada, oferecendo um cenário adequado para examinar a conjectura. Dado um par de inteiros positivos p1 e p2, definimos uma dupla vassoura de diâmetro d > 1 como a árvore obtida a partir do caminho Pd-1 = (w1w2 . . . wd-1), ao qual são adicionadas p1 e p2 folhas nos vértices w1 e wd-1, respectivamente. Denotamos essas árvores por Bdp1,p2. Neste trabalho, construímos rotulações antimágicas locais para as duplas vassouras de diâmetros 3 e 4 e determinamos expressões para o número cromático antimágico local em cada caso. Tais resultados indicam que a variação de χla depende de forma sutil da interação entre p1 e p2, revelando limiares quadráticos que sugerem fenômenos análogos em famílias mais gerais de árvores. A seguir, enunciamos parte dos resultados obtidos. [...]
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References
S. Arumugam, K. Premalatha, M. Baca e A. Semanicová-Fenovcíková’. “Local Antimagic Vertex Coloring of a Graph”. Em: Graphs and Combinatorics 33 (2017), pp. 275–285. doi: 10.1007/s00373-017-1758-7.
M. Baca, A. Semanicová-Fenovciková, R. T. Lai e T. M. Wang. “On Local Antimagic Vertex Coloring for Complete Full t-ary Trees”. Em: Fundamenta Informaticae 185 (2022), pp. 99–113. doi: 10.3233/FI-222105.
N. Hartsfield e G. Ringel. Pearls in Graph Theory: A Comprehensive Introduction. Boston: Academic Press, Inc., 1994. isbn: 9780123285539.
J. Haslegrave. “Proof of a local antimagic conjecture”. Em: Discrete Mathematics and Theoretical Computer Science 20 (2018). doi: 10.23638/DMTCS-20-1-18.