Modelagem da Pressão Acústica de Transdutores para o Processo de Levitação Acústica

Autores

  • Andreina S. Dourado UFCAT
  • Celso V. Abud UFCAT

Resumo

A técnica de levitação acústica baseia-se na utilização de ondas sonoras para gerar uma força de radiação acústica capaz de contrabalancear a gravidade e manter objetos suspensos no ar [1]. Diferentemente de qualquer outra técnica de levitação, a levitação acústica quase não possui restrições quanto ao material a ser levitado, tornando-a fundamental em diversos campos da ciência [3, 5]. Um sistema simples de levitação acústica baseia-se em um conjunto de pequenos transdutores posicionados de maneira a gerar ondas pseudoestacionárias unidimensionais [4]. Neste caso, as ondas emitidas pelos transdutores devem ser ajustadas em relação à sua fase para focar em um determinado ponto no espaço, permitindo um aumento no campo de pressão (veja Figura 1). Para o caso de um conjunto de transdutores acústicos dispostos no plano e emitindo ondas sonoras em frequência e amplitude constantes, um modelo da pressão acústica de campo distante para uma fonte circular do tipo pistão é dado por [2]: Pn(r) = P0V (Dfn)/dn) ei(φ+kdn), onde P0 representa a amplitude da pressão, V é a tensão aplicada, Dfn) é a função de diretividade, dn é a distância entre o transdutor e o ponto analisado, k é o número de onda e φ é a fase eletrônica. A modulação da fase eletrônica, que foca as ondas em um ponto no espaço (xf, yf, zf) é dada por φn = -k (√((xf - xt)2 + (yf - yt)2 + (zf - zt)2) + √(xf2 + yf2 + zf2)), onde, xt, yt e zt representam as posições dos transdutores. Dessa forma, cada um dos n transdutores pode ser modulado de maneira que o campo acústico total P = ∑nn=1 Pn(r) gere um nó de pressão intensificado no centro do equipamento. É importante mencionar que a Equação 1 indica que transdutores equidistantes ao eixo de levitação contribuirão igualmente para a intensidade do campo. Portanto, tais transdutores devem ser ajustados pela mesma fase φ (Equação 2). Neste trabalho investigou-se o campo de pressão acústica resultante para diferentes configurações com o mesmo número de transdutores ultrassônicos de 40kHz. As simulações demonstram que a simples reconfiguração dos transdutores pode dobrar a intensidade do campo de pressão. De fato, tal resultado implica na possibilidade de se levitar objetos mais densos, mesmo mantendo a quantidade de transdutores no equipamento. Por fim, através da simulação do campo de pressão acústico será possível obter uma previsão analítica sob a capacidade de levitação do equipamento para objetos de diferentes densidades. [...]

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Referências

E. Brandt. “Acoustic physics - Suspended by sound”. Em: Nature 413 (nov. de 2001), pp. 474–5. DOI: 10.1038/35097192.

L. E. Kinsler, A. R. Frey, A. B. Coppens e J. V. Sanders. Fundamentals of Acoustics. Wiley, 2000. ISBN: 9780471847892.

T. Laurell, F. Petersson e A. Nilsson. “Chip integrated strategies for acoustic separation and manipulation of cells and particles”. Em: Chem. Soc. Rev. 36 (3 2007), pp. 492–506. DOI: 10.1039/B601326K. URL: http://dx.doi.org/10.1039/B601326K.

A. Marzo, S. Seah, B. W. Drinkwater, D. R. Sahoo, B. Long e S. Subramanian. “Holographic Acoustic Elements for Manipulation of Levitated Objects”. Em: Nature Communications 6 (out. de 2015). ISSN: 2041-1723. DOI: 10.1038/ncomms9661.

S. Santesson e S. Nilsson. “Airborne chemistry: acoustic levitation in chemical analysis”. Em: Analytical and bioanalytical chemistry 378.7 (abr. de 2004), pp. 1704–1709. ISSN: 1618-2642. DOI: 10.1007/s00216-003-2403-2.

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Publicado

2026-02-13

Edição

Seção

Resumos