Algoritmos J48 e Multilayer Perceptron como Ferramentas para Predição do Diagnóstico de Resistência à Insulina em Adultos no Brasil

Autores

  • Leandro S. Teixeira IF Baiano
  • Laércio L. Vendite UNICAMP
  • Bruno Geloneze UNICAMP
  • Ana Carolina J. Vasques UNICAMP

DOI:

https://doi.org/10.5540/03.2026.012.01.0242

Palavras-chave:

Árvores de Decisão, Circunferência do Pescoço, Machine Learning, Mineração de Dados, Redes Neurais

Resumo

A resistência à insulina (RI) é considerada um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes tipo 2 e ainda tem componente genético não completamente entendido. Há diferentes métodos para a avaliação da RI, com custos e complexidade distintos. Como alternativa a métodos mais complexos e invasivos, podem-se buscar padrões nas medidas antropométricas e da composição corporal, relacionando-as ao diagnóstico positivo ou negativo da RI. Para compreender a influência dos atributos envolvidos em seu diagnóstico, podem-se utilizar modelos experimentais, com base em dados obtidos junto a pacientes considerados saudáveis e com resistência à insulina. Nos últimos anos, a coleta de dados tem evoluído bastante em diversas áreas, incluindo nas ciências da saúde. Paralelamente, as técnicas de mineração de dados e aprendizagem de máquina têm sido utilizadas para o tratamento dos dados obtidos, visando a geração de conhecimento e aperfeiçoamento de técnicas. Este trabalho visou analisar o banco de dados do Brazilian Metabolic Syndrome Study (Brams) usando o software WEKA, com os algoritmos J48 (árvores de decisão) e Multilayer Perceptron. Ambos algoritmos tiveram resultados muito parecidos, mas as árvores de decisão trouxeram uma leitura mais simples. O J48 possibilitou obter modelos com atributos importantes e pontos de cortes para o diagnóstico de RI, sendo viável a sua utilização por profissionais da área da saúde. Concluiu-se que os atributos de insulina e glicose tiveram grande influência no resultado da RI. Valores de insulina maiores do que 13 e de glicose maiores do que 79 indicaram resistência à insulina. Por outro lado, insulina menor do que ou igual a 9 e glicose menor do que ou igual a 121 indicaram ausência dessa resistência. As medidas antropométricas (dentre elas, a medida da circunferência do pescoço) também se mostraram úteis para auxiliar no diagnóstico da resistência à insulina. No caso da medida da circunferência do pescoço, para os homens, o ponto de corte encontrado foi 42 cm (onde a resistência era mais comum em valores maiores do que esse). Para mulheres, o ponto de corte encontrado foi de 39 cm, com acurácia maior para valores menores do que ou iguais a 36 cm, com indicativo de não haver resistência à insulina.

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Publicado

2026-02-13

Edição

Seção

Trabalhos Completos