Grafos e Curvas em Superfícies

Autores/as

  • H. C. da Silva PGMAT-ICEX
  • P. Mehdipour UFV
  • C. M. de Jesus UFJF

Resumen

Seja N uma superfície fechada e orientada com gênero n > 0. Um emparelhamento de arestas de um polígono regular Pn, com n = 2A lados chamados de arestas, separadas por pontos chamados de vértices, é uma aplicação quociente ϕ : PnN [3]. A imagem do bordo de Pn pode ser associada a um grafo G = (V, A), mergulhado em N, onde a aplicação ϕ leva pares de arestas (Γi, Γi−1) de Pn em uma aresta γi de G e leva k vértices {u1, ··· , uk} de Pn (k ≥ 2) sobre um vértice u de G (ver Figura 1). O número k corresponde ao grau do vértice u. Um grafo G mergulhado em N é dito grafo do emparelhamento de arestas se existe uma aplicação quociente ϕ : PnN tal que G coincide com a imagem do bordo de Pn. Ou seja, um grafo é de emparelhamento de arestas se, e somente se, seu complemento em relação a N é homeomorfo a um disco. Em [5] os autores chamaram o emparelhamento cujo grafo tem um único vértice de emparelhamento canônico. Em [2] os autores introduziram duas cirurgias de emparelhamento de arestas, chamadas de cirurgia vertical e cirurgia horizontal. Estas cirurgias permitem determinar famílias de grafos de emparelhamento de arestas sobre uma superfície W = M#N, a partir de dois grafos de emparelhamento G1 e G2, mergulhados nas respectivas superfícies fechadas e orientadas M e N. Mais tarde, em [5] os autores introduziram a extensão e a contração de grafos de emparelhamento de arestas sobre uma superfície fechada e orientada. Com essa técnica mostraram que qualquer grafo de emparelhamento de arestas sobre uma superfície N pode ser obtido por uma sequência de extensões de um grafo de emparelhamento canônico sobre N. Sejam Γ = ∪i=1rSi1, a união de r círculos, r ≥ 1, e f : ΓN uma imersão de Γ em N. Denotamos por Bf = f(Γ) a imagem de Γ por f e por C(Γ, N) o conjunto de todas as aplicações suaves f : ΓN. Uma aplicação fC(Γ, N) será dita estável se todas as autointerseções em Bf, chamados de pontos duplos, são transversais [1, 4]. Ou seja, Bf não tem pontos de tangências ou outras singularidades além de possíveis pontos duplos transversais e isolados. O conjunto de todas as aplicações estáveis será denotado por E(Γ, N). Duas aplicações suaves f, hC(Γ, N) são ditas homotópicas se existe uma aplicação H : Γ × [0, 1] → N continua, tal que H(x, 0) = h(x) e H(x, 1) = f(x), para todo xΓ. Uma aplicação f : ΓN será dita aplicação planar se f é homotópica a alguma aplicação h : ΓN, tal que h(Γ) ⊂ DN, onde DN denota uma região simplesmente conexa de N (ver Figura 2). A proposta deste trabalho é apresentar uma condição necessária para que uma dada aplicação estável f : ΓN seja uma aplicação planar. Para isso vamos considerar um grafo G de algum emparelhamento de arestas em N, que será dito transversal ao conjunto de curvas Bf em N se o conjunto de interseção GBf é vazio ou se pGBf então p não é um vértice de G e nem um ponto duplo de Bf, além disso a interseção entre Bf e G em p ocorre de forma transversal [6]. O número de pontos na interseção entre Bf e G será denotado por #{GBf}. Os graus dos vértices de G e o número #{GBf} fornece uma condição necessária para que f seja uma aplicação planar. [...]

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Citas

V. I. Arnold. Topological invariants of plane curves and caustics. Vol. 5. American Mathematical Soc., 1994.

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Publicado

2026-02-13

Número

Sección

Resumos